Vi-me mesmo forçada a fazer o relato do meu parto pois, se não o fizesse entretanto, corria sérios riscos da descrição não ser fidedigna. Se o tivesse feito logo imediatamente a seguir teria dito que foi muito difícil, agora digo que foi difícil e daqui a uns dias tenho a certeza que diria maravilhas do dito! As emoções que vou vivendo e a felicidade levada ao extremo, faz com que não o consiga relatar preto no branco, digo eu...
Então foi assim...tudo começou por volta das 22h30m do dia 14 de Março quando rebentou o saco das águas.
Nota: As referências que faço a horas não são exactas porque, no meio de toda a situação é impossível precisar. Será sempre mais ou menos por volta das....
Comecei a ficar molhada, não exageradamente, mas deu perfeitamente para perceber que não era xixi. Liguei à minha irmã, que por acaso até vinha a minha a casa para fazermos a nossa caminhada, e tomei banho. Depois do banho percebi que continuava a “verter águas” situação essa que se manteve durante o caminho e depois na maternidade. Durante este tempo lembro-me que pensei muitas coisas do género “estou quase a conhecer a minha menina”, “está a acontecer aquele momento que eu tanto temi, mas ao mesmo tempo desejei”, mas sei que também me vieram à cabeça muitas banalidades do género “o que é que se pensa numa altura como esta?”. Apesar de tudo, estava relativamente calma.
A minha irmã leva-me à maternidade, uma vez que o Nuno estava a trabalhar em Coimbra, não fazia sentido vir buscar-me. Não lhe liguei logo para ele não ficar em pânico, achámos melhor ir primeiro ouvir o que nos tinham para dizer quando desse entrada nas urgências, uma vez que eu ia bem, ou seja, sem dores absolutamente nenhumas.
Perto da meia noite dei entrada nas urgências. Tive um atendimento “5 estrelas” proporcionado por um médico com um excelente sentido de humor que me enviou para a sala das “rotas” como ele e a enfermeira com graça disseram.
Fui despedir-me da minha irmã (entretanto ligou para o Nuno), que ficou muito triste por ninguém poder ficar a acompanhar-me, e lá fui eu. Nessa noite, escusado será dizer que não consegui dormir, acho que dormi meia hora. Continuava fresca, sem dores....os pensamentos/sentimentos andavam a mil à hora...
No outro dia (15 de Março), 10h, como continuava sem dores colocaram-me uma fita (nunca tinha ouvido falar) para provocar as contracções e induzir o parto. O Médico disse “quando for fazer xixi, se a fita estiver a sair coloque-a para dentro” eu achei aquilo muito estranho... “eu? fita? para dentro?”. Ligaram-me ao registo durante duas horas e de facto comecei a ter algumas dores, mas perfeitamente suportáveis. Entretanto chegou outra senhora para a cama ao lado e fizeram-lhe o mesmo processo.
Nota: Tenho que manifestar aqui a minha indignação contra estas máquinas de registo! Fiz montes de vezes o registo, um deles antes de ir parta a maternidade, e nunca funcionaram a 100%! Ora não dava para ouvir o coração do bebé, ora passava para o da mãe...posso estar a ser injusta, mas sinceramente achei aquela maquinaria muito arcaica.
Depois das 2 horas de registo fui à casa de banho e realmente senti qualquer coisa a sair, parecia uma rolha, mas olhei para a sanita e não vi nada! Eu continuava com dores, mas nada de especial e a colega do lado, que tinha chegado depois, já começava a ficar com dores insuportáveis! Mais tarde (14h), foram a avaliar a minha situação e nada de fita! As minhas suspeitas confirmavam-se a fita tinha saído na primeira xixizada! Entretanto lá foi a minha colega do lado transferida para levar a epidural e eu ainda ali, mais ou menos tranquila. Entretanto as dores começaram a intensificar-se e a ser cada vez mais frequentes...aí, sim, foi difícil! Estive com estas contracções mais ou menos 2 horas. A agravar a situação, na sala onde eu estava o horário das visitas tinha que ser escrupulosamente cumprido (terminava às 20h)! O Nuno estava comigo desde as 14h30m (início das visitas) e teria que sair. Eu completamente contorcida com dores e estava na iminência de continuar ali, mas sozinha!!! Eu só pensava “isto é desumano!” e disse à enfermeira “mas eu não posso ficar aqui sozinha” ao que ela respondeu “não se preocupe, está aqui muita gente! Estão os enfermeiros e os médicos!” Dahhhhh! Felizmente, por volta das sete foi lá uma médica, que por acaso foi a que me fez a cesariana, eu disse-lhe que estava com muitas dores, e perguntei-lhe se já dava para levar a epidural. Ela, com um ar um tanto indeciso, acabou por dizer, sim, tem 3 cm de dilatação! Eu respirei de alívio, por 2 motivos, por um lado ia levar a epidural e por outro sabia que a partir de agora o Nuno podia acompanhar-me sempre!
Nota: Não gostei muito do atendimento nesta primeira fase.
Mudei então de sala e de piso. Fui para uma sala grande onde só existia uma cama, fui muito bem recebida por uma enfermeira sorridente e simpática que se apresentou e disse que me ia seguir, a partir dali. Entretanto começaram a “artilhar-me”, ligaram-me o soro, deram-me antibiótico por causa do saco já ter rebentado há muito tempo, ligaram-me a um aparelho para medir a tensão, estava a receber ocitocina...enfim...eu parecia um homem bomba ou melhor mulher bomba! Lol Entretanto, no meio de 501 contracções e de dores insuportáveis, deram-me a famosa epidural! Quando a epidural começou a fazer efeito, eu dei graças por ela existir!!! Eu só dizia “ainda bem que ela existe!”, “tenho que fazer uma ode/poesia/hino à epidural!”, “viva a epidural!”. Esta primeira dose que me deram não tirou completamente a dor, mas eu ia dizendo isso mesmo, o anestesista achou estranho ainda sentir dor e, entretanto, foi-me administrado, o segundo, o terceiro e o quarto reforço, tal foi o tempo que lá estive! Este 2º, 3º e 4º reforços já foram dados através do catéter. Bastava eu dizer que estava a doer, eles faziam logo correr mais depressa a anestesia.
Eu estive lá tanto tempo que tive direito a várias mudanças de turno, 4 doses de epidural, 4 garrafas de soro, montes de toques (enfermeiros, médicos, estagiários, auxiliares, senhoras da limpeza lolol). Ora eu estive nesta sala das 19h às 3h40m (hora do parto). O Nuno esteve ali, como sempre a apoiar-me! Foi tão, mas tão importante a presença dele! OBRIGADA AMOR! A minha irmã esteve sempre lá fora à espera! O Nuno ia ter com ela de vez em quando para dar conta da situação. Foi/é incansável a minha mana!
A essência da nossa conversa era “estamos quase a conhecer a nossa menina”! Estivemos ali tanto tempo que o Nuno chegou a dormitar um pouco, eu também tive sono, mas não conseguia dormir porque estava sempre a olhar para o registo, que ora marcava o batimento da menina, ora o meu, ora não dava coisa nenhuma e, eu, preocupada, tinha que mexer-me para ver se apanhava mesmo o coraçãozinho da minha filha! Já perceberam a minha “aversão” a estes registos?
Durante o tempo que estive aqui, estava bem...sem dores...mas preocupada porque o tempo passava e nada! De toque em toque, pouco ou nada evoluía! Ela sempre lá em cima e os comentários eram “tudo na mesma” ou “pouco evoluiu”, fizeram-ma várias vezes o toque e não passava dos 4 cm. Acabei por chegar aos 5,5 cm e ela lá em cima. Finalmente, decidiram fazer a cesariana. Eu, apesar de apreensiva, fiquei contente porque, sinceramente, já estava a ficar preocupada, porque estava há muito tempo com o saco rebentado...
A cesariana propriamente dita - sou franca, não achei piada nenhuma! Depois de ter levado mais uma dose de epidural para a concretização da cesariana, mudam-me de sala e deitam-me de braços esticados (posição de Cristo na Cruz) ligam-me à máquina de medir a tensão e a mais algumas coisas que nem sei. Estava muito nervosa, eu diria em pânico...pois sou muito sensível e medricas. Estava mto mal disposta, tive vontade de vomitar... Só o facto de imaginar o que me iam fazer...ai...ai...De facto não se sente dor, mas sente-se a carregar, a mexer nas entranhas e ouvem-se as pessoas a falar...acho que era uma Médica que estava a dar indicações a outra...”faz assim, aspira-se assado”...baaahhh! Mas há coisas boas...ainda não vos tinha dito?? Ao fim de mais ou menos 5 minutos ouço a minha filha a chorar e, automaticamente, as lágrimas correram-me pela cara abaixo....o anestesista diz “aparentemente está tudo bem com a sua filha, ela vai ser vista agora pelo pediatra”. Levaram-na e continuaram a cesariana que teve a duração de mais ou menso uma hora...foi mto desagradável, porque eu tremia muito muito...e dizia “estou com frio, são os nervos” o anestesista ia dizendo “não, não é, isso é normal...é descompressão”.
30 minutos depois vivi o momento mágico, maravilhoso, do meu primeiro encontro face a face com a minha filha...foi sublime!!! Que linda a minha FILHA! Sou Mãe!!! Como não a podia agarrar encostaram-ma à cara e eu rocei a minha cara na dela (parecia mesmo os gatos a lamber as crias) cheirei-a, beijei-a e chamei-lhe FILHA! Eu nem queria acreditar que tinha uma filha tão linda e tão perfeitinha!
A cesariana e os tremores continuaram. Depois de terminado, tive um sensação de alívio/felicidade...ao passar no corredor vi o papá com a sua filha ao colo, momento que tanto desejei e vi a minha mana com um sorriso rasgado, que lindooo... e levaram-me para o 2º piso, nº 220 e aí dei de mamar à minha filha...indescritível!
O pior:
- contracções;
- desconforto e tremores durante a cesariana.
- tempo espera....não era necessário demorarem tanto tempo até decidirem fazer a cesariana.
O melhor dos “aspectos técnicos”:
- epidural!!!!
- atendimento na sala onde levei a epidural...5 estrelas.
O melhor do melhor:
- A FILHA, claro!
- O apoio do papá e da mana.
Notas: O teste do pezinho foi feito ainda na maternidade no dia em que saímos e, curiosamente, foi feito na mãozinha.
Quando chegámos a casa, na primeira muda da fralda constatámos que o cordão umbilical já tinha caído!
Tirei os pontos na sexta-feira, dia 23 de Março.
Então foi assim...tudo começou por volta das 22h30m do dia 14 de Março quando rebentou o saco das águas.
Nota: As referências que faço a horas não são exactas porque, no meio de toda a situação é impossível precisar. Será sempre mais ou menos por volta das....
Comecei a ficar molhada, não exageradamente, mas deu perfeitamente para perceber que não era xixi. Liguei à minha irmã, que por acaso até vinha a minha a casa para fazermos a nossa caminhada, e tomei banho. Depois do banho percebi que continuava a “verter águas” situação essa que se manteve durante o caminho e depois na maternidade. Durante este tempo lembro-me que pensei muitas coisas do género “estou quase a conhecer a minha menina”, “está a acontecer aquele momento que eu tanto temi, mas ao mesmo tempo desejei”, mas sei que também me vieram à cabeça muitas banalidades do género “o que é que se pensa numa altura como esta?”. Apesar de tudo, estava relativamente calma.
A minha irmã leva-me à maternidade, uma vez que o Nuno estava a trabalhar em Coimbra, não fazia sentido vir buscar-me. Não lhe liguei logo para ele não ficar em pânico, achámos melhor ir primeiro ouvir o que nos tinham para dizer quando desse entrada nas urgências, uma vez que eu ia bem, ou seja, sem dores absolutamente nenhumas.
Perto da meia noite dei entrada nas urgências. Tive um atendimento “5 estrelas” proporcionado por um médico com um excelente sentido de humor que me enviou para a sala das “rotas” como ele e a enfermeira com graça disseram.
Fui despedir-me da minha irmã (entretanto ligou para o Nuno), que ficou muito triste por ninguém poder ficar a acompanhar-me, e lá fui eu. Nessa noite, escusado será dizer que não consegui dormir, acho que dormi meia hora. Continuava fresca, sem dores....os pensamentos/sentimentos andavam a mil à hora...
No outro dia (15 de Março), 10h, como continuava sem dores colocaram-me uma fita (nunca tinha ouvido falar) para provocar as contracções e induzir o parto. O Médico disse “quando for fazer xixi, se a fita estiver a sair coloque-a para dentro” eu achei aquilo muito estranho... “eu? fita? para dentro?”. Ligaram-me ao registo durante duas horas e de facto comecei a ter algumas dores, mas perfeitamente suportáveis. Entretanto chegou outra senhora para a cama ao lado e fizeram-lhe o mesmo processo.
Nota: Tenho que manifestar aqui a minha indignação contra estas máquinas de registo! Fiz montes de vezes o registo, um deles antes de ir parta a maternidade, e nunca funcionaram a 100%! Ora não dava para ouvir o coração do bebé, ora passava para o da mãe...posso estar a ser injusta, mas sinceramente achei aquela maquinaria muito arcaica.
Depois das 2 horas de registo fui à casa de banho e realmente senti qualquer coisa a sair, parecia uma rolha, mas olhei para a sanita e não vi nada! Eu continuava com dores, mas nada de especial e a colega do lado, que tinha chegado depois, já começava a ficar com dores insuportáveis! Mais tarde (14h), foram a avaliar a minha situação e nada de fita! As minhas suspeitas confirmavam-se a fita tinha saído na primeira xixizada! Entretanto lá foi a minha colega do lado transferida para levar a epidural e eu ainda ali, mais ou menos tranquila. Entretanto as dores começaram a intensificar-se e a ser cada vez mais frequentes...aí, sim, foi difícil! Estive com estas contracções mais ou menos 2 horas. A agravar a situação, na sala onde eu estava o horário das visitas tinha que ser escrupulosamente cumprido (terminava às 20h)! O Nuno estava comigo desde as 14h30m (início das visitas) e teria que sair. Eu completamente contorcida com dores e estava na iminência de continuar ali, mas sozinha!!! Eu só pensava “isto é desumano!” e disse à enfermeira “mas eu não posso ficar aqui sozinha” ao que ela respondeu “não se preocupe, está aqui muita gente! Estão os enfermeiros e os médicos!” Dahhhhh! Felizmente, por volta das sete foi lá uma médica, que por acaso foi a que me fez a cesariana, eu disse-lhe que estava com muitas dores, e perguntei-lhe se já dava para levar a epidural. Ela, com um ar um tanto indeciso, acabou por dizer, sim, tem 3 cm de dilatação! Eu respirei de alívio, por 2 motivos, por um lado ia levar a epidural e por outro sabia que a partir de agora o Nuno podia acompanhar-me sempre!
Nota: Não gostei muito do atendimento nesta primeira fase.
Mudei então de sala e de piso. Fui para uma sala grande onde só existia uma cama, fui muito bem recebida por uma enfermeira sorridente e simpática que se apresentou e disse que me ia seguir, a partir dali. Entretanto começaram a “artilhar-me”, ligaram-me o soro, deram-me antibiótico por causa do saco já ter rebentado há muito tempo, ligaram-me a um aparelho para medir a tensão, estava a receber ocitocina...enfim...eu parecia um homem bomba ou melhor mulher bomba! Lol Entretanto, no meio de 501 contracções e de dores insuportáveis, deram-me a famosa epidural! Quando a epidural começou a fazer efeito, eu dei graças por ela existir!!! Eu só dizia “ainda bem que ela existe!”, “tenho que fazer uma ode/poesia/hino à epidural!”, “viva a epidural!”. Esta primeira dose que me deram não tirou completamente a dor, mas eu ia dizendo isso mesmo, o anestesista achou estranho ainda sentir dor e, entretanto, foi-me administrado, o segundo, o terceiro e o quarto reforço, tal foi o tempo que lá estive! Este 2º, 3º e 4º reforços já foram dados através do catéter. Bastava eu dizer que estava a doer, eles faziam logo correr mais depressa a anestesia.
Eu estive lá tanto tempo que tive direito a várias mudanças de turno, 4 doses de epidural, 4 garrafas de soro, montes de toques (enfermeiros, médicos, estagiários, auxiliares, senhoras da limpeza lolol). Ora eu estive nesta sala das 19h às 3h40m (hora do parto). O Nuno esteve ali, como sempre a apoiar-me! Foi tão, mas tão importante a presença dele! OBRIGADA AMOR! A minha irmã esteve sempre lá fora à espera! O Nuno ia ter com ela de vez em quando para dar conta da situação. Foi/é incansável a minha mana!
A essência da nossa conversa era “estamos quase a conhecer a nossa menina”! Estivemos ali tanto tempo que o Nuno chegou a dormitar um pouco, eu também tive sono, mas não conseguia dormir porque estava sempre a olhar para o registo, que ora marcava o batimento da menina, ora o meu, ora não dava coisa nenhuma e, eu, preocupada, tinha que mexer-me para ver se apanhava mesmo o coraçãozinho da minha filha! Já perceberam a minha “aversão” a estes registos?
Durante o tempo que estive aqui, estava bem...sem dores...mas preocupada porque o tempo passava e nada! De toque em toque, pouco ou nada evoluía! Ela sempre lá em cima e os comentários eram “tudo na mesma” ou “pouco evoluiu”, fizeram-ma várias vezes o toque e não passava dos 4 cm. Acabei por chegar aos 5,5 cm e ela lá em cima. Finalmente, decidiram fazer a cesariana. Eu, apesar de apreensiva, fiquei contente porque, sinceramente, já estava a ficar preocupada, porque estava há muito tempo com o saco rebentado...
A cesariana propriamente dita - sou franca, não achei piada nenhuma! Depois de ter levado mais uma dose de epidural para a concretização da cesariana, mudam-me de sala e deitam-me de braços esticados (posição de Cristo na Cruz) ligam-me à máquina de medir a tensão e a mais algumas coisas que nem sei. Estava muito nervosa, eu diria em pânico...pois sou muito sensível e medricas. Estava mto mal disposta, tive vontade de vomitar... Só o facto de imaginar o que me iam fazer...ai...ai...De facto não se sente dor, mas sente-se a carregar, a mexer nas entranhas e ouvem-se as pessoas a falar...acho que era uma Médica que estava a dar indicações a outra...”faz assim, aspira-se assado”...baaahhh! Mas há coisas boas...ainda não vos tinha dito?? Ao fim de mais ou menos 5 minutos ouço a minha filha a chorar e, automaticamente, as lágrimas correram-me pela cara abaixo....o anestesista diz “aparentemente está tudo bem com a sua filha, ela vai ser vista agora pelo pediatra”. Levaram-na e continuaram a cesariana que teve a duração de mais ou menso uma hora...foi mto desagradável, porque eu tremia muito muito...e dizia “estou com frio, são os nervos” o anestesista ia dizendo “não, não é, isso é normal...é descompressão”.
30 minutos depois vivi o momento mágico, maravilhoso, do meu primeiro encontro face a face com a minha filha...foi sublime!!! Que linda a minha FILHA! Sou Mãe!!! Como não a podia agarrar encostaram-ma à cara e eu rocei a minha cara na dela (parecia mesmo os gatos a lamber as crias) cheirei-a, beijei-a e chamei-lhe FILHA! Eu nem queria acreditar que tinha uma filha tão linda e tão perfeitinha!
A cesariana e os tremores continuaram. Depois de terminado, tive um sensação de alívio/felicidade...ao passar no corredor vi o papá com a sua filha ao colo, momento que tanto desejei e vi a minha mana com um sorriso rasgado, que lindooo... e levaram-me para o 2º piso, nº 220 e aí dei de mamar à minha filha...indescritível!
O pior:
- contracções;
- desconforto e tremores durante a cesariana.
- tempo espera....não era necessário demorarem tanto tempo até decidirem fazer a cesariana.
O melhor dos “aspectos técnicos”:
- epidural!!!!
- atendimento na sala onde levei a epidural...5 estrelas.
O melhor do melhor:
- A FILHA, claro!
- O apoio do papá e da mana.
Notas: O teste do pezinho foi feito ainda na maternidade no dia em que saímos e, curiosamente, foi feito na mãozinha.
Quando chegámos a casa, na primeira muda da fralda constatámos que o cordão umbilical já tinha caído!
Tirei os pontos na sexta-feira, dia 23 de Março.
21 comentários:
E com os olhos rasos de lágrimas termino de ler a tua descrição, e nem sei o q te dizer! Não tenho palavras suficientes... "sou Mãe" dizes tu, e imagino o sorriso rasgado e o prazer com que proferes essas poucas palavras de enorme grandiosidade!
Talvez por faltarem 32 dias para viver essa enorme emoção, vivi este teu post com uma intensidade indescritivel, deixas-me assim sem palavras... ADOREI... e resta-me desejar-vos todas as felicidades para voçes três!!!
muitos beijos...
Que bonito!
Emociono-me sempre qd leio um relato de parto porque volto a (re)viver o meu!!! É muita dor e muita felicidade junta! Emoções ao rubro!
Estou contigo: Viva a epidural e quem a inventou!
Muitas felicidades!
bjs
Foste uma valentona!!! Qual medricas, qual quê? ;)
Que eu, quando chegar a hora, tenha apenas metade da tua coragem.... uiiii, já era tão bom!!!
E mesmo com um parto nada fácil, (digo eu, que entraria em desespero com tanto tempo, tanto toque, tanto soro....) conseguiste transmitir uma leveza e até graça em alguns dos episódios que viveste!
Ainda bem que tudo isso já ficou lá trás e agora estás com a tua filhota linda, e com uma família maravilhosa que em todos os momentos te apoiou!
Bjokas para todos vocês.
Isso é que é um relato importante de se ler... pelo menos para futuras mamãs como eu... q têm a cesariana como talvez a única opção (a minha Ema está sentadita)... Espero q a recuperação seja fácil. Aproveitem cada segundo com a vossa bebezinha linda!
Estou a chorar.... BAAAAAAAHHHH!!!
As gajas são sempre amesma coisa! Volta e meia abrem a torneira!
Bjs grandes e MUITOS PARABÉNS!
Quem passou pelo mesmo emocionasse sempre um bocadinho (pelo menos) e identificasse muito. Felizmente a minha cesariana foi mais rápida, mas o meu bebé já estava em sofrimento.Também odeio os CTG's, foi a pior coisa que passei. Três vivas para epidural!!!! E também nunca tinha ouvido falar na fita???
Beijos e muitas felicidades para a Luísa.
Voltei a reviver o meu parto. Tal como tu, também fiquei muitas horas à espera até decidirem mandar-me para a sala da cesariana.
Epidural: 3 reforços ;
Equipas de enfermagem: pelo menos 3!
Toques: Tantos que deixei de os contar!
É tudo um misto de receio, dor, felicidade, lágrimas e risos.
Mil beijos emocionados!
Descrição LINDA e cativante... no final, até as lágrimas me caíram... só de pensar que daqui a 5 meses, eu própria vou passar por esse momento tão esperado, que é conhecer o nosso bébé, trocar carícias com ele, como tu dizes "ser mãe"...ai..ai..
Desejo as maiores felicidades para os três! Beijinhos
Quem me dera ser assim tão valente. Obrigada por partilhares este momento.
http://vidadegravida.blogspot.com
Que relato tão bonito, claro que também estou a chorar! Foste de facto muito corajosa! Muitos Parabéns, a vossa menina é linda.
Oh mamã como não chorar ao ler algo tão lindo...Sabe acabei de lembrar o dia 17/06/2006 quando por volta das 3.14h nascia a minha pequenina já era ela uma sentimental inconsolavél a chorar...
Sabe não há nada melhor nesta vida do que poder ter um filho,Meu Deus como é bom,aproveita cada minuto, cada segundo,porque o senhor tempo costuma ser cruel eqto a isso, parece que tudo correr mto depressa e qdo damos por nós eles cresceram...Mas cada fase,cada gesto ficam marcados eternamente...
Eu me sinto assim...Feliz por ti, feliz por saber que pessos como tu merecem este momento..
beijo gandeeee
Oi,
Adorei ler o teu relato, agora percebi porque tinhas dito aquilo no meu blog.
Essa parte dos registos achei piada, engraçado que quando eu fiz sempre ouvi o coração dele, nunca o meu... :)
Tudo de bom.
Bjs,
Anabela e baby Diogo
Indescritível..
É impossível terminar de ler este texto sem sentir o cair de uma lágrima.. Saudade... Alegria... Cumplicidade...Misto de emoções, talvez...
Beijos
Cristina e Sérgio
Fiquei xeia de lagrimas nos olhos ao ler o relato...
Espero xeia de ansiedade o dia em que possa sentir todas essas emoções...
Felicidades para vocês...
A pequena é muito linda.
Beijinhos.
Denise
Ana e Nuno,foi tão importante para mim conhecer-vos! É tão ternurento ler a descrição do teu parto, Ana. Não passei pelo que passaste mas tenho na minha memória e no meu coração a descrição de 3 partos (3 amigas)feita ao pormenor, tal como tu que num gesto de grande generosidade compartilhaste connosco um dos momentos mais felizes das vossas vidas. Obrigada! Beijos para vocês da Elisabete
Não percebo porque razão, por vezes, não aparece o meu nome...
Quando virem esta nova anonymous, sou eu!!
É verdade, há medida que os dias vão passando temos tendência a esquecer alguns aspectos do parto!
Fartei-me de rir com os toques e as sras da limpeza e emocionei-me ao ler a parte de que viste o teu marido com a vossa filhota nos braços, aposto que essa imagem não vais esquecer!
Beijinhos e muitas felicidades, a vossa princesa é linda!
Que relato...
No fim, correu tudo bem.
A epidural é um espectáculo.
Bjos
Cristina
so quem passa por ele é que sabe eu então tenho um medo horrivel.Bjokas
Ohhhhh, amiga!!! Claro que acho normal a tua ansiedade!
Então eu não sou igualzinha, ou ainda um pouco pior?! lolol
Adoro-te!
Bjokas grandes para toda a família! Uma especial na minha sobrinha, já sabes!!! ;)
Por tudo o que foi e está a ser vivido, não posso deixar de fazer um comentário loooonnnnnngo.
Luísa, para mais tarde saberes o que sentimos por estes dias aqui deixo
o dia “D” vivido pela tia.
Contadas que estão as horas e horas de espera e todos os pormenores técnicos da “questão”, vou só falar de sentimentos, algumas angústias e uma imensa alegria.
Do sentimento de tristeza e também de revolta de deixar a tua mãe sozinha na 1ª noite. Ainda que sem dores é certo.
Depois da minha manifestação de desagrado à enfermeira, obtive igual resposta à que deram ao teu pai: “Mas ficamos cá nós, no hospital também ninguém fica com os doentes.”
Ao que a tia respondeu:
“Isto não faz sentido nenhum, então nós que fomos acompanhando a gravidez dia-a-dia tão intensamente agora vamos deixá-la, além disso não dizem que a gravidez não é doença!”.
É claro que não convenci ninguém.
Mal preguei olho.
Troca de mensagens com a mamã, carregar telemóveis...
Do sentimento na 5ª feira, quando o dia de trabalho nunca mais acabava e eu cheia de nervos, “doidinha” para ir ver a tua mãe. Mais uma “centena” de mensagens e telefonemas.
Finalmente quando cheguei junto a vós a tua mãe já estava em adiantado estado de contracções.
Lembrei-me, e quase que senti fisicamente de como foi o nascimento do pikadi.
A mamã parecia uma cobra, no momento mais forte de cada contracção à procura de qualquer apoio para ajudar a passar aquele momento.
Ai ó Paula, estou tão aflita.
Eu não posso ficar sozinha....
Confesso que quando a vi com tanta dor e com a barriga tão, mas tão grande eu pensei “isto vai ser muito pior do que imaginávamos”.
Fui falar com uma enfermeira, porque nós não podíamos deixa-la naquele momento.
Nova explicação de regras...
Mas quais regras??????? Qual quê??
Bem, mas afinal tu colaboraste e não foi preciso fazer nenhuma escandaleira.
Acho que foi o único momento em que deste uma ajudinha, porque de resto deixas-te estar muito sossegadita lá em cima e não te ralas-te com nada. Quem te quisesse ver que te fosse lá buscar porque tu estavas muitíssimo bem instalada.
Do sentimento de ligar a chorar, ao avô e à tia Zélia a dizer que a mamã estava tão aflita e que a “coisa ia ser negra”.
Do sentimento de te esperar, ora sentada, ora deitada, ora a espreitar para a janela onde o pai aparecia e fazia uns sinais com as mãos para dizer com iam correndo as coisas.
Depois de muitas horas à espera, muitos bolos, iogurtes e batatas fritas que fui tirando numa daquelas máquinas automáticas, dormi um bocadito em cima de umas cadeiras.
Deviam ser umas 3h e o pai veio dizer-me:
“Vamos subir vai ser cesariana estamos quase quase a conhecer a minha filha.”
Mais espera...
e eis que surges tu embrulhada numa manta cor-de-rosa, com um gorrinho na cabeça deixas-te a tia e o pai a chorar, ora olhávamos para ti, ora um para o outro e só dizíamos és tão linda, és tão linda...
E tu com ar de gozo só deitavas a língua fora...
mas depois, lembras-te que já não comias há muitas horas e começaste a procurar maminha.
Algum tempo depois vem a mãe, numa cama, toda ela tremia e confesso que a emoção de ver a tua mãe, a minha mana, não foi menor.
E eu só disse:
“Já está, conseguiste.”
Porque o nó que se formou na garganta e a emoção era tanta que só me apetecia chorar.
As enfermeiras deixaram-nos estar contigo e com a mãe para assistirmos à primeira mamada e quando tivemos mesmo que vir embora, viemos com as lágrimas nos olhos e o coração CHEIO.
Cheiras tão bem...
Enviar um comentário