Hoje foi um dia especial preparado com muito Amor. O dia correu lindamente e a celebração foi muito, muito bonita!
Este texto foi o que a minha irmã leu, cheia de emoção, antes do almoço de família:
Não queria que isto parecesse um discurso, mas é verdade vai mesmo parecer um discurso.
É aliás um discurso!
Passado a escrito e tudo.
Mas sabem como é, ficam sempre coisas por dizer, e por isso, mais ficariam se não as reduzisse a escrito.
O dia de hoje reveste-se de especial importância.
Em 1º lugar, porque este dia é do MIGUEL, é o dia da sua 1ª comunhão.
Comecei cedo a pensar no que ele ia vestir, não que isso tenha muita importância, mas porque me lembro bem do dia da minha 1ª comunhão do meu vestido branco/creme às riscas cor de rosa, das minhas sandálias azuis e das minhas meias de renda que me chegavam até aos joelhos.
Ao Miguel provavelmente o que lhe vai ficar na memória é a entrada e saída em mais de 20 lojas para encontrar uns sapatos de vela azuis que lhe servissem, tal e qual como a mãe dele imaginava. Encontrámos sapatos castanhos igualzinhos aos que ela, isto é, eu queria, mas eram castanhos e não azuis e encontrámos alguns azuis, mas não eram bem aqueles.
Mas adiante.
Em 2º lugar porque hoje é o dia da Mãe.
Ainda pedi à Nita para procurar um poema dedicado à mãe porque hoje seria bonito ler um, mas entretanto achei melhor não, antes que vocês me mandassem calar porque estão cheios de fome.
Temos entre nós uma mamã recente ainda muito fresquinha e já cansadinha (faz parte né?).
Para ela temos uma pequena lembrança, que era para ser dada do dia do nascimento da filhota, mas para dar/receber estamos sempre a tempo.
Ser mãe é...
ser mãe é...
é tanta coisa:
é rir, é chorar, é andar angustiada, é beijar e cheirar vezes sem conta;
é impossível passar tudo para o papel, mas é essencialmente amar, amar, amar incondicionalmente.
Mas não fiquem tristes os pais, porque para mim, ser pai é igualzinho a ser mãe.
O cordão umbilical existe e também fica para sempre por cortar.
Eu sei que há correntes que defendem que a mãe tem uma maior ligação aos filhos porque os “transportam” na barriga, blá, blá, blá.... mas falo por experiência própria, nunca senti que o meu pai me amasse menos do que a minha mãe e nem nunca senti um amor diferente por um ou por outro.
Há sim diferentes personalidades e isso muitas vezes é que marca as diferenças.
No Natal que passou, cada um à sua maneira tentou disfarçar a dolorosa ausência da nossa mãe e o grande amor da vida do meu pai.
Mas hoje não, hoje vão deixar-me falar, porque é preciso falar, eu pelo menos preciso falar.
Não esqueço a alegria com que foi a cada celebração religiosa dos seus netos Nuno e João.
Por isso, sei que seria com grande alegria que hoje estaria aqui, na celebração da 1ª comunhão do neto, que quando lhe fez a primeira birrinha de costas voltadas para ela, porque tinha sido contrariado, ainda nem sequer andava.
Sei que não há um só dia em que tal como eu, as manas e o pai não nos lembremos dela, da sua doçura, do seu cheiro, dos seus conselhos e da sua capacidade infinita de amar.
O “para além da morte” é uma incógnita.
Não sei se o espírito/alma dela nos ouve, se alguém lhe diz como estamos, se ela nos vê...
Mas neste 2º ano em que ela não está connosco no dia da mãe, quero que ela saiba, ou que alguém lhe faça chegar a mensagem que a amamos muito, muito, muito, e que é para nós um modelo, ou melhor o modelo do que é ser MÃE e ESPOSA.
Os que me estão mais próximos sabem na crise de fé em que ando “mergulhada”, tenho tentado lutar contra esta “crise”, que mais me tem custado com a aproximação deste dia, por todo o seu significado.
Por isso, no dia em que o Miguel vai pela 1ª vez comungar o corpo e sangue de Cristo, o que eu mais lhe desejo é que esse Cristo o ilumine, o conduza no caminho da verdade, que o ajude sempre, sempre a ser verdadeiro, genuíno, fiel a si próprio e que o ajude a acreditar que a vida vale a pena ser vivida com amor e simplicidade.
Como dizia no princípio muito foi dito, mas muito mais fica por dizer, porque acredito que todos os que estão nesta mesa têm o coração cheio de coisas boas e que também estes corações transbordam de emoção quando pensam nos nosso meninos, no Nuno, no João, no Miguel, na Luísa e na nossa menina/mulher de quem “morremos” de saudades, da nossa mãe, esposa, sogra e amiga Luísa.
Este texto foi o que a minha irmã leu, cheia de emoção, antes do almoço de família:
Não queria que isto parecesse um discurso, mas é verdade vai mesmo parecer um discurso.
É aliás um discurso!
Passado a escrito e tudo.
Mas sabem como é, ficam sempre coisas por dizer, e por isso, mais ficariam se não as reduzisse a escrito.
O dia de hoje reveste-se de especial importância.
Em 1º lugar, porque este dia é do MIGUEL, é o dia da sua 1ª comunhão.
Comecei cedo a pensar no que ele ia vestir, não que isso tenha muita importância, mas porque me lembro bem do dia da minha 1ª comunhão do meu vestido branco/creme às riscas cor de rosa, das minhas sandálias azuis e das minhas meias de renda que me chegavam até aos joelhos.
Ao Miguel provavelmente o que lhe vai ficar na memória é a entrada e saída em mais de 20 lojas para encontrar uns sapatos de vela azuis que lhe servissem, tal e qual como a mãe dele imaginava. Encontrámos sapatos castanhos igualzinhos aos que ela, isto é, eu queria, mas eram castanhos e não azuis e encontrámos alguns azuis, mas não eram bem aqueles.
Mas adiante.
Em 2º lugar porque hoje é o dia da Mãe.
Ainda pedi à Nita para procurar um poema dedicado à mãe porque hoje seria bonito ler um, mas entretanto achei melhor não, antes que vocês me mandassem calar porque estão cheios de fome.
Temos entre nós uma mamã recente ainda muito fresquinha e já cansadinha (faz parte né?).
Para ela temos uma pequena lembrança, que era para ser dada do dia do nascimento da filhota, mas para dar/receber estamos sempre a tempo.
Ser mãe é...
ser mãe é...
é tanta coisa:
é rir, é chorar, é andar angustiada, é beijar e cheirar vezes sem conta;
é impossível passar tudo para o papel, mas é essencialmente amar, amar, amar incondicionalmente.
Mas não fiquem tristes os pais, porque para mim, ser pai é igualzinho a ser mãe.
O cordão umbilical existe e também fica para sempre por cortar.
Eu sei que há correntes que defendem que a mãe tem uma maior ligação aos filhos porque os “transportam” na barriga, blá, blá, blá.... mas falo por experiência própria, nunca senti que o meu pai me amasse menos do que a minha mãe e nem nunca senti um amor diferente por um ou por outro.
Há sim diferentes personalidades e isso muitas vezes é que marca as diferenças.
No Natal que passou, cada um à sua maneira tentou disfarçar a dolorosa ausência da nossa mãe e o grande amor da vida do meu pai.
Mas hoje não, hoje vão deixar-me falar, porque é preciso falar, eu pelo menos preciso falar.
Não esqueço a alegria com que foi a cada celebração religiosa dos seus netos Nuno e João.
Por isso, sei que seria com grande alegria que hoje estaria aqui, na celebração da 1ª comunhão do neto, que quando lhe fez a primeira birrinha de costas voltadas para ela, porque tinha sido contrariado, ainda nem sequer andava.
Sei que não há um só dia em que tal como eu, as manas e o pai não nos lembremos dela, da sua doçura, do seu cheiro, dos seus conselhos e da sua capacidade infinita de amar.
O “para além da morte” é uma incógnita.
Não sei se o espírito/alma dela nos ouve, se alguém lhe diz como estamos, se ela nos vê...
Mas neste 2º ano em que ela não está connosco no dia da mãe, quero que ela saiba, ou que alguém lhe faça chegar a mensagem que a amamos muito, muito, muito, e que é para nós um modelo, ou melhor o modelo do que é ser MÃE e ESPOSA.
Os que me estão mais próximos sabem na crise de fé em que ando “mergulhada”, tenho tentado lutar contra esta “crise”, que mais me tem custado com a aproximação deste dia, por todo o seu significado.
Por isso, no dia em que o Miguel vai pela 1ª vez comungar o corpo e sangue de Cristo, o que eu mais lhe desejo é que esse Cristo o ilumine, o conduza no caminho da verdade, que o ajude sempre, sempre a ser verdadeiro, genuíno, fiel a si próprio e que o ajude a acreditar que a vida vale a pena ser vivida com amor e simplicidade.
Como dizia no princípio muito foi dito, mas muito mais fica por dizer, porque acredito que todos os que estão nesta mesa têm o coração cheio de coisas boas e que também estes corações transbordam de emoção quando pensam nos nosso meninos, no Nuno, no João, no Miguel, na Luísa e na nossa menina/mulher de quem “morremos” de saudades, da nossa mãe, esposa, sogra e amiga Luísa.
13 comentários:
Adorei!
....Adorei!
Bjs
Continuo a achar que são uma família muito bonita e unida.
Espero que o dia do Miguel tenha sido muito feliz para ele e para toda a família, apesar da ausência da tua mãe.
Beijos e felicidades
lindo
:)
Sem dúvida muito Lindo!
Parabéns
:) e :(
Está dita a confusão de sentimentos que ontem provocaram tantos sorrisos, risos e lágrimas.
Queria que soubessem que este coração é para vocês (família), maior, muito maior que a arca de Noé.
P.S.
quando a pequena te deixar, junta uma foto do filho, só ou com os primos/a para ficar registado o “brilho”.
Para a tia da Luísa:
Ou então poderia estar escrito no bilhetinho:
«Para pores na cabeça e tapares as orelhas quando já não me conseguires ouvir mais a dizer NÃO e a fazer birras por tudo e por nada!»
lol
Adorei! Que linda homenagem :))) Bjnhos grandes
Para a minha família este dia também teve um sabor agridoce por ser perto da data da morte da minha avó há 2 anos.
Acho que entendo um pouco a confusão de sentimentos.
Um beijo especial para toda a fmaília.
Linda miga...
Beijocas para vsc
Uma homenagem muito bonita. Quer o discurso, quer o nome da tua filha!
Bjos
Cristina
Parabéns ao Miguel, pelo dia da primeira comunhão, e a todas as mamãs deste mundo!
Um discurso emocionante, lindo, da mana Paula! Foste muito corajosa, ao expressar esses sentimentos tão teus, tão vossos, pela vossa querida mãe/sogra/avó!
Só uma Mulher/Mãe maravilhosa, excepcional pode estar por detrás desta linda família!
Bjokas
Sei que este teu post já é antigo, mas eu por falta de tempo nem sempre venho ao blogs como gostaria, mas queria tanto dizer-te que parece mesmo que me estou a ver ao espelho, todos os teus sentimentos são os meus, a crise de fé, o não perceber porquê, o ser mãe mas faltar o ser filha tb....
Um beijo grande de quem te percebe na 1ª pessoa (infelizmente)
Maria Pereira
Vi agora o que escreveu e sem bem o que é isso. O meu avô faleceu À 2 meses e o meu filho vai fazer agora em Junho a 1ª comunhão e a minha filha o baptizado. E mais doloroso é quando o desejo do meu filho era ir comungar com o avô(já lhe tinha pedido), e ouvir dizer deixa lá mãe o avô vai estar ao meu lado, ou eu queria que pusessem um lugar para o avô.
Força:)
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