14/11/2007

O mesmo acontecimento, um outro olhar…

Os presentes de aniversário foram muitos…uma bicicleta, uma moto, um nenuco, um livro, um Cd, roupa, e por aí fora…. A Mãe reclama porque a filha não dá atenção ao que ela lhe deu. Como poderia? Ela não o pediu, não o desejou, não sentiu necessidade dele. Ela apenas pediu para o seu aniversário um bolo da Kitty.
O presente estava no centro de um quarto quase exclusivamente criado para os brinquedos. Quando o vi, apesar de ser bem grande, não consegui perceber à primeira qual era o brinquedo novo, tal era a quantidade que por ali estava. Mal ela tinha experimentado aquele já alguém dizia "olhó presente fresquinhoo!"
Não estou a criticar ninguém em particular. Eu incluo-me na generalidade daqueles que materializam os gestos. Para onde caminhamos? Devemos remar contra a maré? Como se rema contra a maré?

14 comentários:

Anónimo disse...

É realmente difícil!

Eu não passei necessidades de brinquedos, nem de afectos, mas apetece-me dar (quase) tudo aos meus filhos!

Obviamente que me preocupo em não estimular o consumismo e até em colocar um travão... mas como diz a minha mãe... sou uma criança grande! (e retiro muito prazer das brincadeiras com eles e com os novos brinquedos)

mimika disse...

Olá mamie2,

obrigada pelos comentários. Gostaria de ter acesso ao teu blog, qual é o endereço?

Beijinhos

Mia disse...

E viva o artesanato e o material reciclado ;)
Já só faltam dois dias ;)

beijocas grandes

Cláudia disse...

pois... Se descobrires como avisa, ok?

bjs grandes

Mónica disse...

Lembro-me de um aniversário (há uns 20 anos atrás- "bolas, eu disse isto?!") em que recebi muitos presentes. Imagina só do que mais gostei? De um dossier da Mafaldinha, daqueles que fechavam com botões. Foi o melhor presente que me podiam ter dado naquela altura! Fez-me tão feliz... :)
bjinhos

)0( disse...

não sei, mas podemos ir tentando..

bjs

Anónimo disse...

Eu começo agora a lidar com essa questão e até já estou com medo do natal!
Uma vez vi na TV alguém a dizer que tinha um cesto para os brinquedos da filha. Quando estava cheio, fazia-a escolher e dava o resto a outras crianças que não tinham nada. Pareceu-me uma boa ideia.
Beijinhos

Celine disse...

Onde vamos parar não sei mas acho que não fica por ai!!! lol
Beijocas

Anónimo disse...

Eu pessoalmente, acho que não vale a pena gastar muito dinheiro em brinquedos. Primeiro porque sempre há o Natal e o Aniversário lá aparece um ou outro brinquedo. Em Segundo porque as crianças não dão valor aos brinquedos e até nem lhes ligam nenhuma. A minha filha gosta mais de brincar com coisas que não deve como, comandos, telemóveis, colares, do que propriamente com os brinquedos dela.

Confesso, que a única coisa, que compro para a minha filha, e que sou uma verdadeira consumista é roupa. É aquelas collants e aquela saia e aquelas calças.....e as bandeletes e os ganchos.... ai Meu Deus!!!

Mas estou receosa, a minha filha ainda não está na idade de pedir nada, mas e quando crescer mais um pouco... ai mãe, gosto tanto daquela Barbie e daquele Nenuco e daquela carrinho de bonecas.... assim sim, bem posso pôr as mãos á cabeça...

Beijos

Cláudia disse...

Amanhã já podes falar sobre o email que enviei hoje, se quiseres...
Vai sair um post sobre isso...
Bjs

Cristina disse...

Nós temos dado brinquedos novos. Agora por altura do Natal, fazemos a limpeza ao quarto. Mesmo assim, recebe tantas prendas...
O que vale é que agora dá para a segunda...

Bjos

Cristina

sandra.am.silva disse...

Pois também não sei dizer...
Eu acho que faço parte do grupo consumista!
Eu compro (abuso mesmo) e gosto de ver o delirio e alegria do meu filho com os brinquedos novos. Embora saiba que passados 30 minutos ele já não lhes liga!
Mas não resisto!!!
Se souberes da cura, diz qualquer coisinha, tá?
Beijinhos para vocês,

Sandra e Afonso
www.bebeafonsinho.blogspot.com

Anónimo disse...

Sim, tens razão... sem criticar ninguém, porque quantas vezes não estamos nós aqui reflectidas!!??
Mas acho que o "fulcro" da questão é esse mesmo...
Nem chegamos a esperar que os meninos sentiam o desejo das coisas e aguardem ansiosos que venha o aniversário.
Damos as coisas, muitas vezes, antecipadamente e depois perdem o sabor, ou nem chegaram a tê-lo.

Angel disse...

De facto não sei para onde caminhamos.... o ano passado no Natal a afilhada do meu marido esteve cá e ela recebeu tantas prendas que a propria miuda não sabia para onde se virar nem com o que brincar. Não quero que o meu filho cresça assim mas sei que é uma coisa dificil de controlar.
Este ano para os mais chegados tratei de avisar que ele não precisa de brinquedos porque tem muitos que deram no baptizado e mesmo ao nascer e que não liga a nada.
Vamos ver como vai ser no ano a seguir.
Gostei imenso da ideia da May.
Eu sinceramente nunca tive muitos brinquedos, os meus pais não tinham possibilidades de me dar muitos brinquedos mas os que me eu tinha eram suficientes e brincava com eles até à exaustão, ainda os tenho guardados, aqueles que ficaram em melhores condições e que sobreviveram com o passar dos anos.

Bjs