"Não gosto
de suspenses deste género mas ainda estou minada por uma revolta ácida e impotente. Queria acalmar mas continuo igual. Muitos podem pensar que muito me queixo do País, mas como não o fazer? O Estado indeferiu a licença de paternidade do meu marido. Andamos literalmente aos papéis para arranjar soluções. Ao que parece, o facto de eu ser trabalhadora independente faz com que não me considerem trabalhadora at all. Ou seja, se não trabalho, o meu marido não tem direito à licença. Nem eu tenho pleno direito de igualdade como cidadã, ser humano, mãe. Quando é que o Estado vai perceber que nem todos os independentes são milionários que fogem ao fisco? Eu desconto quase cem contos por mês, pelo amor de Deus. Do meu bolso! E agora vejo-me e desejo-me para não entregar a minha filha a uma instituição tão pequenina. Não vou fazê-lo. Não quero, não posso e que seja o que Deus quiser. Vou ficar com ela mais um mês, mesmo com o risco pessoal que isso implica. Depois, o meu marido tirará mais um mês não remunerado para ficar com ela. Sinto-me triste como a noite, não só por mim, mas por tantas mulheres. Façam-me um favor. Linkem este texto no máximo de blogs que puderem. Façam-no por todas nós."
Ela diz que no se calla, ainda bem!
Retirado do blog Luz de Estrelas
de suspenses deste género mas ainda estou minada por uma revolta ácida e impotente. Queria acalmar mas continuo igual. Muitos podem pensar que muito me queixo do País, mas como não o fazer? O Estado indeferiu a licença de paternidade do meu marido. Andamos literalmente aos papéis para arranjar soluções. Ao que parece, o facto de eu ser trabalhadora independente faz com que não me considerem trabalhadora at all. Ou seja, se não trabalho, o meu marido não tem direito à licença. Nem eu tenho pleno direito de igualdade como cidadã, ser humano, mãe. Quando é que o Estado vai perceber que nem todos os independentes são milionários que fogem ao fisco? Eu desconto quase cem contos por mês, pelo amor de Deus. Do meu bolso! E agora vejo-me e desejo-me para não entregar a minha filha a uma instituição tão pequenina. Não vou fazê-lo. Não quero, não posso e que seja o que Deus quiser. Vou ficar com ela mais um mês, mesmo com o risco pessoal que isso implica. Depois, o meu marido tirará mais um mês não remunerado para ficar com ela. Sinto-me triste como a noite, não só por mim, mas por tantas mulheres. Façam-me um favor. Linkem este texto no máximo de blogs que puderem. Façam-no por todas nós."
Ela diz que no se calla, ainda bem!
Retirado do blog Luz de Estrelas
4 comentários:
E ainda bem que ela não se cala!
Beijinhos nossos
Ó pá! Como eu fico lixada com estas coisas.
Lembras-te, mana, quando tentamos tratar da tua licença?
Foi horrível.
Não tinhas direito, por isto por aquilo...
E nem eras trabalhadora independente, eras um misto de ex-desemprega/trabalhadora do Estado/trabalhadora por conta de uma entidade privada.
Os trabalhadores independentes são muito mal tratados.
Por exemplo, se ficarem doentes, no 1º mês não recebem baixa.
Mas porquê???
Se pagaram mensalmente as suas prestações!
Por acaso, ainda nem me tinha questionado nesta questão da maternidade.
Tanto incentivo à criação do próprio emprego, blá, blá,... que muitas vezes nem é criação nenhuma, é trabalho dependente puro e simples!!!
Aliás, com a nova lei do trabalho há para aí uns artigos que dizem que quando um trabalhador trabalha sob as ordens de alguém, ainda que emita recibos mod.6 o trabalho configura a figura de trabalho dependente e não independente... mas depois isso concretiza-se em quê???
Em relação à nossa irmã mais velha, ela esteve um ano a trabalhar e os descontos não apareciam na Seg. Social, nem os dela nem os de qq outra colega que trabalhava para aquela empresa.
Reclamou para a Seg. Social, Entidade Empregadora e Instituição onde funciona essa empresa.
Ao fim de alguns meses ligaram-lhe da Seg. Social para que ela entrasse em contacto com a ex. Entidade Empregadora para pedir esclarecimentos, mas como se ela saiu precisamente por esse motivo. Além disso ela estava a denunciar à Seg. Social que um contribuinte era faltoso.
Mais, os 11% que lhe retinham do salário dela e não entregavam ao Estado, não é apenas uma divida para com a Seg. Social (como acontece com os 23,75% que são encargo da empresa empregadora), é CRIME.
Essa empresa explora um bar num hospital publico, para poder concorrer tem que entregar uma certidão de não divida à segurança social... e consegue-a!!! Sabem como?
Como não comunica à Seg. Social qq trabalhador, nunca tem dividas.
Eu nem queria acreditar que ainda podiam acontecer coisas destas.
Também espero que a "LUZ" "rasgue" caminho, nem que seja só um bocadinho, mas todos os bocados contam.
Tia Paula
Grande Luz!
Anda bem que no se calla!
Bom fim de semana para voces!
Beijo, beijo, beijo
Sandra e Afonso
www.bebeafonsinho.blogspot.com
A mim aconteceu-me exactamente o mesmo..... é revoltante! Somos vezes e vezes prejudicados só por causa dos malditos recibos verdes!
Bjs
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