25/07/2009

Desafio de uma vida

Confundem-se em mim estados de angústia, culpa, incapacidade, que me levam a um descontrolo emocional, que queria a todo o custo evitar, quando a Luísa inventa ininterruptamente motivos para resmungar e manifestar, de forma irritante e sonora, o seu descontentamento.
Sinto que (quase) ultrapasso a linha entre o racional e a insanidade. Nos momentos em que isso acontece, reprovo as suas atitudes com um tom de voz completamente desajustado.
Ontem, em casa da minha irmã, as birras foram tantas e de tal forma contínuas, que quando iniciou a segunda (sem terminar a primeira, note-se) já se tinha esquecido do motivo de ter começado a chorar. Fiquei de tal forma exasperada que virei costas decidida a vir embora para casa, deixando-lá. Valeu-me a calma e o bom senso da minha irmã, mais uma vez.

Esta questão da educação - firmeza nas palavras/disciplina/coerência - tem-me feito questionar muito, mas muito sobre a postura que assumo com ela. Quem me dera saber o que é certo e o que é errado.

6 comentários:

Carla disse...

Também eu gostava de saber o que é certo ou errado, mas errado mesmo é deixar de tentar perceber, acho eu. Por isso cheira-me que o melhor é deixar andar até que passe, porque vai passar mais cedo ou mais tarde (esperemos mais cedo, pois então).

Beijos enormes.

P.S. Não estará ela a precisar de um irmão???

Cristina disse...

Oh, querida, é de qualquer um perder a cabeça... Eu também berro vezes demais. Ainda no outro dia, irritei-me de uma maneira que a Leonor levou uns berros, uma palmada e ainda ficou de castigo. LOL
Temos mesmo que pensar que é uma fase. Que eles vão acalmar... E que pode outras coisas a influenciar - o não dormir, o não comer - sei lá...
Enfim, e tu sabes que ando no mesmo... Patience, my friend!!!

Gaivota disse...

Ontem dei-me conta de uma coisa. É muito fácil falar. É muito fácil olharmos de fora para os outros e pensar que eles é que estão errados.

Ao seres como és, com ela, estás a ser tu mesma, mãe da Luísa e a construír aquilo que ela um dia vai ser. A liberdade que lhe dás, para ela ser como é, faz parte da vossa uncidade e isso é inquestionável.

E isso é precioso. Não duvides.

Vendas disse...

É muito complicado conseguir destinguir essas duas pontes em momentos de birras, porque esses pequenos "seres" têm a sabedoria de nos deixar completamente desnorteados e depois fazemos e dizemos coisas que não queremos nem devemos, mas acho que isso também é ser Mãe!

Paula disse...

Não vêm com isntruções, os filhos...
Não tiraram o curso, os pais...

Rita Correia ilustradora disse...

Realmente só quando temos os nossos filhos começamos a questionar a nossa postura em relação à educação.
Eles colocam-nos de tal ordem à prova que ficamos quase "sem chão". Mas acredita, que só pelo facto de tu própria te questionares sobre a educação que queres para ela, no meu entender, faz com que estejas a ter a atitude mais correcta.
Aos poucos saberás lidar cada vez melhor com as situações mais complicadas, e ela também aprenderá que não poderá ser tudo como ela quer.
Aos pouquinhos... passos pequeninos...
beijo